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Raul Sampaio

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Iniciou a carreira artística com Loé Moulin, com quem formou a dupla Dois Valetes, que depois com a entrada de Yolanda, prima de Loé, passou a ser o trio Dois Valetes e uma Dama, inspirado no Trio de Ouro. Com a saída de Yolanda, convidaram Noemi Cavalcanti (Noemi Brusti) para o Dois Valetes e uma Dama. Com a mudança de Noemi para o Rio de Janeiro, o trio se desfez. Em 1949, após prestar serviço militar, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na loja de instrumentos musicais Guitarra de Prata, ao mesmo tempo em que intensificava sua atividade como compositor. No Rio de Janeiro reencontrou Yolanda e com ela e Loé apresentou-se no programa Papel Carbono, de Renato Murce. Mas o trio se desfez novamente, pois Yolanda, já casada, transferiu-se para São Paulo. Andando pelo Largo da Carioca, no Rio, conversava com um velho amigo, o barbeiro Valdir, quando apareceu Hamilton Frazão, que então apresentava o quadro "O Padrinho do Calouro", no programa César de Alencar, na Rádio Nacional. Frazão já havia trabalhado na Rádio Cachoeiro e o convidou para apresentar a dupla "Os dois valetes" na Nacional. Optou, no entanto, por se apresentar em trio, com Loé e Noemi Cavalcanti. A apresentação do trio foi um sucesso e, juntamente com Noemi acabou sendo apresentado a Herivelto Martins, de quem tornou-se parceiro, fazendo sucesso com a marchinha "Aladim", gravada por Izaurinha Garcia. Em 1950, Herivelto Martins estava se separando de Dalva de Oliveira, que deixava de cantar no Trio de Ouro, e convidou então Noemi para substituir Dalva. Em 1952, o Trio de Ouro passou por nova modificação. Nilo Chagas anunciou sua saída e Noemi também decidiu deixar o grupo. Foi convidado por Herivelto, juntamente com Lourdinha Bittencourt, casada com o cantor Nelson Gonçalves, para integrar o trio. Os três regravaram "Ave-Maria no Morro", clássico escrito por Herivelto e um dos maiores sucessos na primeira fase do Trio de Ouro, ainda com Dalva de Oliveira. Entre 1952 e 1964 gravou com o Trio de Ouro 30 discos de 78 rpm, permanecendo juntos até 1979, quando Lourdinha morreu. Ainda em 1952, o Trio de Ouro gravou de sua parceria com Herivelto Martins o samba "Perdoar". No ano seguinte o Trio de Ouro gravou a rancheira "Festa no sul", de sua parceria com Rubem Silva. Em 1954 compôs com Rubem Silva o samba "Amigo do peito", gravado por Gilberto Milfont. Em 1954 teve a marcha "Guarda chuva de pobre", parceria com Rubens Silva e Francisco Anísio gravada com sucesso pelos Vocalistas Tropicais na Continental. Essa marcha foi escolhida no ano seguinte por um júri reunido no Teatro João Caetano como uma das dez marchas mais populares do carnaval de 1955. No ano seguinte, teve o samba "Meu passado em Mangueira", parceria com Ivo Santos, gravado por Jorge Goulart. Em 1957 compôs com Haroldo Lobo os sambas "Até você chorou" e "Comissário Valdemar", gravados por Valter Levita na Odeon. Em 1958 obteve grande sucesso com o samba "Eu chorarei amanhã", parceria com Ivo Santos, gravado por Orlando Silva. No mesmo ano, a cantora Marlene gravou a marcha "Vou nas águas", parceria com Benil Santos. Também nesse ano, conheceu grande sucesso com o samba-canção "Destino", com Ivo Santos lançado no LP "Escultura" por Nelson Gonçalves, que o relançaria ainda em mais três discos. Em 1959, teve de sua parceria com Benil Santos, o samba "Deixa a vida me bater", gravado por Gilberto Milfont. No mesmo ano, teve a valsa "Amor de mãe" gravada por Dalva de Oliveira e Anísio Silva na Odeon, o samba-canção "Destino", com Ivo Santos, gravado por Nelson Gonçalves na RCA Victor e o samba-canção "Noite" gravado por Cauby Peixoto no LP "Seu amigo Cauby cantando para você". No ano seguinte, o mesmo Anísio Silva registrou o tango "Vida" e o samba "Enquanto a cidade dorme", parcerias com René Bittencourt, e a cantora Maysa gravou o bolero "Estou pensando em ti", parceria com Benil Santos. Ainda no mesmo ano, compôs com Benil Santos a guarânia "Amor de minha vida" e com René Bittencourt a toada baião "Testamento de caboclo", ambas gravadas pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Também em 1960, a pianista Carolina Cardoso de Menezes regravou o samba "Eu chorarei amanhã" no LP "Carolina no samba". Como cantor, atuou em espetáculos da boate "Night and Day", dirigidos por Ary Barroso. Em 1961, gravou na RGE a guarânia "O que será de mim", de Romeu Gentil e Paquito e a balada "Quem será?", parceria com Benil Santos. No mesmo ano lançou com sucesso o bolero "Quem eu quero não me quer", parceria com Ivo Santos, e que se tornou um clássico da música romântica, além de ser a música mais vendida na gravadora RGE. No mesmo ano, teve gravado com grande sucesso por Miltinho o bolero "Lembranças", parceria com Benil Santos, sua obra mais regravada. No ano seguinte lançou também na RGE os boleros "Vai-se um amor e vem outro" e "Estou perdido de amor", ambos parcerias com Benil Santos. No mesmo ano, Anísio Silva gravou "Deixa-me ficar", parceria com Benil Santos. Em 1963, gravou de sua autoria e Benil Santos os boleros "Palavra de carinho" e "Que fazer da minha vida?". Ainda no mesmo ano, o cantor Miltinho gravou os sambas canção "Distância" e "E amanhã...", parcerias com Benil Santos. Além disso, sua composição "Meu pequeno Cachoeiro", tornou-se Hino Oficial da cidade de Cachoeiro de Itapemirim. Também nesse ano, sua composição "Nos braços da saudade", com Benil Santos deu título ao LP lançado por Carlos Nobre na RCA Victor e contou ainda com suas composições "Canção da rua", com Benil Santos; "Amor desfeito", com Carlos Nobre e "Trevo de quatro folhas", com René Bittencourt. Ainda em 1963, o samba-canção "Confidência" foi gravado por Miltinho no LP "Poema do olhar" e por Ângela Maria no LP "Presença de Ângela Maria". Em 1964 teve as composições "Rio eterna capital" e "Rio quatrocentão", parcerias com Benil Santos, gravadas na RGE pela Orquestra Guanabara numa homenagem aos 400 anos da cidade do Rio de Janeiro, comemorados naquela ocasião. No mesmo ano, Elizeth Cardoso gravou o samba-canção "Até as lágrimas" no LP "A meiga Elizeth". Em 1965, Orlando Silva registrou na RCA a primeira gravação de "Meu pranto rolou", e Miltinho regravou o samba "Eu chorarei amanhã" no LP "Miltinho ao vivo". No ano seguinte, o cantor Erasmo Carlos, que era um dos líderes do movimento Jovem Guarda gravou com sucesso "A carta", parceria com Benil Santos. Em 1967 teve outra de suas parcerias com Benil Santos gravada por Erasmo Carlos, "O bilhetinho". No mesmo ano, o Trio Mossoró regravou "Amor da minha vida", parceria com Benil Santos. Em 1969 recebeu o título de "Cachoeirense Ausente nº 1" e foi homenageado em vida tornando-se nome de rua em sua cidade natal. No mesmo ano, a cantora Elza Soares fez sucesso com a regravação do samba "Eu chorarei amanhã" no LP "Elza, carnaval e samba". Nos anos 1970 fez sucesso com a música "Meu pranto rolou", gravada por Toquinho e Vinícius. Em 1971, a cantora baiana Maria Bethânia regravou o bolero "Lembranças", no LP "Rosa dos ventos", do show homônimo no qual a interpretação desse bolero era um dos pontos altos do espetáculo. No mesmo ano, Paulinho da Viola gravou o samba "Mal de amor". No ano seguinte, Luiz Gonzaga regravou "Meu pequeno Cachoeiro" no LP "Aquilo bom". Em 1973, seu primo Sergio Sampaio gravou o samba "Cala a boca Zebedeu" no LP "Eu quero é botar meu bloco na rua". Em 1974 recebeu o título de "Cidadão do Estado da Guanabara". Em 1975, a dupla Toquinho e Vinicius fez grande sucesso com o samba "Meu pranto rolou", que foi regravado no ano seguinte por Emilio Santiago no LP "Brasileiríssimas". Em 1980 tornou-se "Cidadão Itapemirinense". Em 1984 recebeu a Comenda do Mérito Jerônimo Monteiro do Governo do Estado do Espírito Santo. Em 1989 foi agraciado com a Comenda Rubem Braga de Cachoeiro de Itapemirim. Em 1992, antes da morte de Herivelto, aos 80 anos, apresentou-se com este durante a entrega do Prêmio Shell de Música Brasileira ao autor de "Ave-Maria no Morro". Homenageou o parceiro e amigo com uma canção póstuma. Apesar de sua passagem pelo Trio de Ouro é lembrado como autor de "Meu pequeno Cachoeiro", canção composta em meados dos anos 1960 e sucesso na gravação de Roberto Carlos, então no auge da fama como "o Rei". Começou a compor a toada em 1961, no Rio de Janeiro. Na volta de uma viagem a Cachoeiro, para o casamento de um amigo, foi terminando a canção pela estrada, dentro de um fusca. A primeira gravação foi feita por ele próprio, mas muitos amigos o estimulavam a procurar Roberto Carlos, também nascido em Cachoeiro. Em 1969, o "Rei" anunciou que gravaria a canção, mas propôs uma modificação no verso que falava de um jenipapeiro, pois Roberto e seu produtor, Evandro Ribeiro, alegavam que jenipapo era uma fruta interiorana pouco conhecida. Depois de hesitar um tempo, trocou o pedaço da letra falando em flamboyant e Roberto Carlos acabou gravando "Meu pequeno Cachoeiro". Compôs mais de 200 músicas, gravadas entre outros por Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Elza Soares, Fafá de Belém, João Bosco, Miltinho, Altemar Dutra, Ângela Maria, Agostinho dos Santos, Cauby Peixoto, Carlos Galhardo, Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Sílvio Caldas, Vicente Celestino e Erasmo Carlos. Atuou como diretor artístico na RGE, tendo descoberto entre outros, Erasmo Carlos. Foi por 12 anos Diretor Secretário da Sociedade de Direitos Autorais. Sócio fundador da Sociedade de Direitos Conexos e da Ordem dos Músicos do Brasil e um dos fundadores da ECAD. Atuou nos filmes "Agüenta firme Izidoro" e "Está com tudo", dirigidos por Luiz de Barros. Teve músicas gravadas por artistas estrangeiros como Trio Los Panchos, Gregório Barrios, Augustin Lara e Bienvenido Granada. No México obteve grande sucesso com a música "Estou pensando em ti", em gravação de Altemar Dutra. Sobre esta música, o famoso compositor mexicano Agustin Lara, pouco antes de morrer nos anos 1960, apropriou-se dela, transformando-a em grande sucesso no exterior com uma versão em espanhol, omitindo os nomes dos autores originais brasileiros. Com dezenas de gravações no México, está incluída no LP "La sonora santanera y la inspiracion de Agunstin Lara". Em 1979, teve o samba-canção "Confidência" regravado por Fafá de Belém no LP "Estrela radiante". Em 1995, apresentou-se em show no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro cantando seus grandes sucessos como "Quem eu quero não me quer", "Lembranças" e "Meu pequeno Cachoeiro". Em 2001, para comemorar 50 anos de carreira lançou um CD reunindo 14 de seus sucessos, entre os quais, "Meu pequeno cachoeiro", "Meu violão", "Vida torta" e "Se eu pudesse te amar". Juntamente com o CD foi lançado um livro contendo dados de sua vida e sua carreira ilustrado por muitas fotos, além de um filme documentário. A edição recebeu apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Cachoeiro de Itapemirim. Em 2002 foi eleito Presidente do SBACEM para o triênio 2003/2006. No mesmo ano, teve a música "Lembranças" regravada por Peri Ribeiro, Martinho da Vila e Elymar Santos, tendo sido, neste último, a faixa de abertura do CD. Em 2003, a música "A carta", foi relançada em gravação de Renato Russo no CD "Presente". Em 2004, lançou o CD "Cidades", no qual homenageou as cidades de Cachoeiro do Itapemirim, Vitória, Marataízes e Rio de Janeiro, com as músicas "Valsinha do cachoeirense ausente", "Itapemirim", "Vitória" e "Na Lapa" e "Prece ao Rio", todas de sua autoria. Estão presentes ainda no CD as músicas "3 barras" e "Aonde", além de "Quem eu quero não me quer", "Lembranças" e "Meu pequeno Cachoeiro", de sua autoria e gravadas ao vivo em show no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Ainda nesse ano, lançou os hinos dos clubes de futebol Estrela do Norte e do Cachoeiro Futebol Clube, ambos da cidade de Cachoeiro de Itapemirim. Também no mesmo ano, foi homenageado por ocasião dos 30 anos do programa "Ricardo Cravo Albin convida", na Rádio MEC, com dois programas especiais nos quais contou sua vida e carreira além de apresentar seus sucessos. Em 2005, teve a célebre canção "Meu pequeno Cachoeiro" regravada por Roberto Carlos em nova versão reeditando o sucesso do primeiro registro.

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