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Fhernanda Fernandes

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foto de Fhernanda Fernandes

Gerada para ser Miriam, brotou sem “h” e floresceu como Fhernanda. De Meira e de Fernandes herdou o lustro das artes luzitanas retemperado nos ares de manemolência da Vila Isabel. Aliás, ali ninguém nasce por acaso, nem Rosa, quanto mais Noel. Pois então, só poderia dar certo ou samba. Deu os dois! Houve época em que o Brasil sabia que a boa novidade musical - não importava gênero ou canto, instrumento ou arranjo - tinha endereço conhecido: os festivais. A história recente da música brasileira foi escrita por duas, senão três, gerações batizadas nos cerimoniais dos júris eruditos e populares, cujos veredictos determinaram o norte de incontáveis estradas. Dentre tantas a de Fhernanda. Nascida, criada, transitada em julgado em Vila Isabel, possui aquele “feitiço sem farofa, sem vela e sem vintém, que nos faz bem” e que lhe confere o direito de dizer: “- Modéstia à parte, meus senhores, eu sou da Vila”. A mesma Vila que entronizou Noel e trouxe Martinho à luz. No início da década, a Rede Globo de Televisão promoveria o “Festival MPB 80”. Uma das canções finalistas foi “Devassa”, de Wania de Andrade e Solange Boeke, entregue à Fhernanda, cuja interpretação personalíssima seria perenizada no seu primeiro disco pela gravadora RGE. Estava dado o primeiro passo de uma carreira que ultrapassou fronteiras cantando com voz inconfundível os valores centrados no amor. Em 1981, ano seguinte ao do festival, a RGE lançou “Fera”. Um LP em que Fhernanda interpreta Dolores Duran, Caetano Veloso, Danilo Caymmi, Fátima Guedes em meio a composições suas. Uma prova do reconhecimento e da confiança de consagrados autores no novo talento. O lado da compositora é revelado em parcerias com: • Isolda • Sarah Benchimol • Fafy Siqueira Gosto de Hortelã; Marajó; Coisa Antiga; Procura-se; Taquicardia; Sabotagem; Déjà-Vu; Refil; Blues da Moto; Definitivamente; Afluentes; ... canções incorporadas aos repertórios de Nelson Gonçalves, Emílio Santiago, Rosa Marya Collin, Elymar Santos, Tereza Mazeli, no de Fafy Siqueira e no seu próprio. Chegada a hora de mostrar sua arte em outros cantos. Em 1989, um disco ao vivo gravado no Teatro Ipanema foi lançado em Paris, para onde Fhernanda se mudaria e viveria por quatro anos. Shows nas mais destacadas casas de espetáculos da Europa lhe valeram o timbre internacional desejado por todo artista. Na Bélgica e na Holanda confirmou o talento brasileiro participando de concertos ao lado de Egberto Gismonti, Mercedes Sosa, Tuck & Patty, Winton Marsalis, entre outros. O reconhecimento do público e da crítica especializada motivaram o selo francês Nocturne a convidá-la para lançar um CD. Assim, o trabalho que ensejou a ida a Paris, o show do Teatro Ipanema, recebeu o nome de “Gosto de Hortelã” e foi distribuído em diversos países da Europa e também no Japão. Durante um período de férias no Brasil recebeu proposta do selo Caju Music para editar aqui o CD “Gosto de Hortelã”. O gosto da hortelã misturou-se ao gosto da terra e a vontade de ficar foi mais forte. O tempo fora de casa, a distância dos amigos, os locais e os hábitos de outrora, foram a fonte de inspiração para prosseguir daqui a caminhada pela estrada da MPB, da qual nunca se afastara em pensamento e obra. Os tempos eram outros, o despertar do novo século sugeria novas práticas e a obrigaria ao desafio da autoprodução. As gravadoras vitimadas pela pirataria haviam perdido o interesse por nomes que não fossem comprovadamente populares e de consumo garantido pelas ações de mídia. A solução seria recorrer às Produções Independentes. Se por um lado seria premida pelos custos, por outro estaria liberta para criar. “Definitivamente”, em 2001, foi o primeiro trabalho independente. Produzido em parceria com Alceu Maia e Sarah Benchimol, apresenta composições suas e de Sarah ao lado de outras com Isolda e Jackie Silveira. Como ela mesma comenta na capa do CD: “- Um sonho que a confiança e a crença dos amigos tornaram Definitivamente realidade.” Em dezembro de 2004, uma nova produção independente concebe um CD autoral da primeira à última faixa, revelando como novos parceiros a poetisa Luly Linhares e seu filho José Luiz Cardoso. Navegando em Sambas, Bossa-Nova, Jazz e Blues, Fhernanda alia a alma quente de contralto aos primorosos arranjos de Pedro Braga e do cubaníssimo maestro Ricardo Castellanos, mostrando, com impecáveis bom gosto e qualidade musical, ser ela a timoneira do seu próprio destino. Assim nasceu “Capitão de Mim”, uma narrativa quase cronológica que singra pelos mares das emoções sentidas e vivenciadas. Destacam-se no projeto a concepção gráfica da designer Celia Basto e o depoimento de um mestre: “Era uma vez Deus. Encontrou Fhernanda que cantava e disse: - Escreve o amor. Ele é a razão de tudo. E Fhernanda escreveu maravilhas. Novamente Deus falou: - Canta o amor. E Fhernanda cantou o que tinha dentro do peito. Era lindo! Finalmente Deus disse: - Tua paz é a canção. Vai nela. Eu te abençôo por todos os motivos.” E eu também! Billy Blanco

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