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Carlos Walker

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foto de Carlos Walker

Walker, um talento Quando um certo pessimismo pelos caminhos da música popular brasileira, tão ameaçada pela supérflua música pop, pelas multinacionais do mau gosto sonoro, ouve-se um dos mil novos talentos que existem nas mais diversas partes, as esperanças renascem. Um exemplo é Carlos Walker, garoto ainda, que após um compacto simples, gravado no ano passado e que não mereceu séquer, uma divulgação, teve editado há dois meses um disco sério, mascante, merecedor da atenção máxima: "A Frauta de Pã" (FRAUTA, com "R" mesmo) (RCA Victor 103.0138, junho/75). Mesmo desconhecendo-se maiores informações a respeito de Walter - quem seja, suas influências, sente-se a seriedade do seu trabalho, suas propostas, ouvindo-se qualquer uma das faixas deste elepe, dedicado "a memória de Cassiano Ricardo e Cecilia Meireles", dois dos maiores poetas da língua portuguesa. E respeito que o trabalho de Walter angariou dos compositores mais expressivos, é consolidado na presença João Bosco ao violão, acompanhando "O Cavalheiro e os Moinhos" (Bosco/Aldir Blanc), uma das músicas do ano, cujo lançamento foi permitido justamente para Walter, que teve ainda a participação especial de Pirynos arranjos base violão, e a ajuda vocal de Roberto Quartin (como produtor , da Forma, presença marcante nos anos 60), Sonia Burnier, Burnier (sobrinho de Luis Bonfá que já fez um interessante elepe, em parceria com Quartier), Alberto Arantes, Vânia Ferreira ,Raymundo Bittencourt e Angela Viana , Eduardo Souto Neto e Geraldo Eduardo Carneiro (letrista de Egberto Gismonti, o que já dizia muito ) também deram uma música inédita a Walker (Debaixo do Sol ), enquanto Bosco/Blanc, além de "O Cavalheiro e os Moinhos", lhe garantiram outra nova composição: "A Serenata do Meio Dia". Mas, o próprio Walker, como compositor é uma revelação das mais agradáveis :"A Frauta" de "Pã" que dá o título ao disco e abre o lado A, é uma música de grande densidade, a qual o maestro Alberto Arantes deu um arranjo de grande beleza, quase como uma pastoral medieval - dentro do próprio clima proposto por Walker ;"A Estrada da Intemperança", "Pote de Mel", "Via Láctea", "Cidade Americana " (em parceria com Piry ) , "Modinha" (sobre uma poesia de Cecília Meirelles) e "Alfazema" são as músicas de Walker - todas de ótimo nível. Uma homenagem pessoal, por certo , é a inclusão de "Um Dia" , para o qual o notável maestro Radamés Gnatalli criou um bonito arranjo .Laércio de Freitas , demonstrando que não é apenas autor de "Capim Gordura" , mas sim um arranjador de méritos, cuidou dos arranjos de "Alfazema", "Pote de Mel" e "Serenata do Meio Dia ".- Um disco importante e que faz o nome Walker ficar anotado como a revelação do ano. E podem apostar no garoto que ele vai corresponder as expectativas. Texto de Aramis Millarch, publicado no jornal Estado do Paraná, em 17/08/1975.

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