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Camané

Fado

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foto de Camané

O primeiro contacto de Camané com o fado ocorreu um pouco por acaso, quando durante a recuperação de uma maleita infantil se embrenhou na colecção de discos dos pais e descobriu os grandes nomes do fado: Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Lucilia do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo... Dessa altura até à vitória em 1979 do evento "Grande Noite do Fado" foi um passo. Na sequência desta participação gravou alguns trabalhos e efectuou diversas apresentações públicas. Após uma interrupção de cerca de 5 anos, Camané regressou às lides do fado, actuando em diversas casas de fado, além de fazer parte do elenco de diversas produções de Filipe La Féria - "Grande Noite"; "Maldita Cocaína"; "Cabaret" - onde adquire assinalável evidência. Quando da actuação nas noites de fado no Teatro da Comuna conheceu José Mário Branco, iniciando nessa altura uma relação de amizade e trabalho que conduziu à edição de "Uma Noite de Fados", gravado ao vivo durante quatro noites consecutivas no Palácio das Alcáçovas, recriando o ambiente de uma verdadeira casa de fado. A edição de "Uma Noite de Fados", elogiada pela critica especializada, elege Camané como a voz mais representativa da nova geração do fado, possibilitando o reconhecimento da qualidade do seu trabalho pelo grande público. Realizou desde essa altura inúmeras apresentações em Portugal, de onde se destaca a participação no espectáculo de homenagem a Amália Rodrigues promovido pela RTP, e no estrangeiro, actuando em França, Holanda, Itália e Espanha. O inicio de 1998 foi marcado pela edição do novo trabalho - "Na Linha da Vida" - com produção de José Mário Branco e com a participação de Custódio Castelo na guitarra portuguesa, Jorge Fernando na viola e de Carlos Bica no contrabaixo. "Na Linha da Vida", mereceu atenção especial por parte dos media, confirmando as expectativas que "Uma Noite de Fados" provocara, e consagrando em definitivo Camané como uma das vozes mais impressionantes do fado. Durante o ano de 1998 Camané realizou inúmeros espectáculos em Portugal - destancando-se as apresentações na Expo 98 - participou no espectáculo "De Sol a Lua - Flamenco e Fado", e ainda em alguns festivais de música na Europa, como o Festival "Tombées de La Nuit", em Rennes e o Festival - Les Méditerranées à l Européen - em Paris. Colaborou com o grupo Ala dos Namorados e no colectivo "As Viagens do Fado" com Filipa Pais e Carlos Martins. Em Outubro, aquando da edição de "Na Linha da Vida" pela EMI holandesa e belga, realizou uma digressão por algumas localidades desses países. No final do ano, depois da realização de apresentações em Espanha, Camané participou como convidado no espectáculo de José Mário Branco realizado no Teatro Camões e no concerto comemorativo de 35 anos de carreira de Carlos do Carmo realizado no Centro Cultural de Belém. Entretanto "Na Linha da Vida" foi incluído pela crítica especializada nas listas dos melhores trabalhos de música portuguesa do ano (Expresso/Voxpop...). O ano de 1999 foi dedicado a inúmeras apresentações ao vivo - Portugal, Espanha, Macau e França - bem como à pré-produção e gravação de um novo trabalho de originais. No final do ano "Na Linha da Vida" foi publicado pela EMI da Coreia marcando assim a primeira abordagem ao mercado oriental. Para o início de 2000 estava reservado um novo passo na carreira de Camané: a edição em simultâneo na Bélgica, Holanda e Portugal do terceiro trabalho discográfico de Camané - "Esta Coisa da Alma". Produzido uma vez mais por José Mário Branco, "Esta Coisa da Alma" contou com a participação de um trio de músicos de luxo: José Manuel Neto na guitarra portuguesa; Carlos Manuel Proença na viola; e o contrabaixista Carlos Bica. A edição deste trabalho na Holanda e na Bélgica foi acompanhada por uma tournée por algumas das mais importantes salas destes países, destacando-se duas noites esgotadas no Concertgebouw de Amsterdão ou ainda a participação no Festival de Brugges, seguindo-se concertos em Espanha, Suiça, Alemanha e França. Em Portugal, "Esta Coisa da Alma" foi apresentado em diversas localidades do país sendo um dos pontos mais altos o espectáculo realizado em Outubro, no Centro Cultural de Belém. Evidenciando o merecido reconhecimento por parte do público pelo trabalho global efectuado em torno deste "Esta Coisa da Alma", Camané recebeu o disco de prata pelos 10 mil exemplares vendidos, mesmo na recta final do ano. Já em 2001, entre Fevereiro e Março, realizou diversos espectáculos em Portugal e França (Festival Chorus) e o mês de Abril representou um mês de galardões - grande foi a expectativa na noite do dia 8 quando Camané recebeu o Globo de Ouro da SIC na categoria de música para o melhor intérprete individual. Duas semanas mais tarde, foi a vez da Casa da Imprensa brindar Camané com o Prémio Bordalo para melhor intérprete de música ligeira. No final de Outubro, Camané recebeu o Prémio Blitz/ Clix para Melhor Voz Masculina Nacional. Em Novembro foi lançado o seu 4º CD "Pelo Dia Dentro", uma vez mais com produção de José Mário Branco e com a participação dos músicos José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Carlos Bica (contrabaixo) que alcançou apenas três semanas depois do seu lançamento o disco de prata. O arranque dos espectáculos referentes a este disco deu-se em duas das mais prestigiantes salas do país: dois dias no Rivoli (Porto) e um dia no Grande Auditório do CCB, em ambos os casos com lugares esgotados. Antecedendo a temporada de concertos de Verão, Camané participou num espectáculo concebido em conjunto com a actriz Manuela de Freitas em torno da obra de Fernando Pessoa e apresentado no Palais des Beauxs Arts, em Bruxelas. Muitas foram as localidades ao longo do ano que fizeram parte desta tournée "Pelo Dia Dentro" que se prolongou com um conjunto de apresentações na Holanda e Bélgica em Outubro/ Novembro 2002. No inicio de 2003 foi editado um CD, resultado da participação de Camané nos espectáculos em formato acústico que o grupo rock Xutos & Pontapés realizou no final de 2002, em Lisboa. Ainda nos primeiros meses de 2003 foi publicada uma compilação integrada na colecção "The Art Of" do catálogo Hemisphere com a particularidade de incluir regravações de temas de "Uma Noite de Fados", o primeiro CD de Camané, efectuadas no final de 2002. Este ano foi também dedicado à realização de apresentações em Portugal e estrangeiro, bem como à edição do primeiro CD ao vivo - "Camané - Como Sempre... Como Dantes", com o galardão de “disco de ouro” que originou uma tournée durante o ano de 2004, com início no C.C. Olga Cadaval em Sintra, passando por cidades como Famalicão, Coimbra, Faro, Évora, Porto e Lisboa, entre outras. A propósito de um convite do Teatro São Luíz para uma série de espectáculos no Jardim de Inverno, Camané idealizou o projecto “Outras Canções”. Nos seis concertos que integraram a série, interpretou canções de grandes nomes da Música portuguesa e brasileira, que constituem as suas referências nos diversos géneros musicais... No final do ano, foi editado o Cd “Humanos” do projecto com o mesmo nome do qual Camané fez parte ao lado de Manuela Azevedo e David Fonseca bem como dos músicos Nuno Rafael, João Cardoso e Hélder Gonçalves. As apresentações ao vivo tiveram lugar nos Coliseus em Junho/ Julho de 2005 e foram gravados para posterior edição em DVD. Para além desse projecto, ao logo de 2005, continuou a apresentar “Como Sempre...Como Dantes” por diversas localidades do país (Alcochete, Castelo Branco, Figueira da Foz, entre outras) e estrangeiro, de onde se destacam Canadá, Luxemburgo, Paris (Festival d’Ile de France). Ganhou o Prémio “Amália Rodrigues” na categoria de melhor intérprete de fado (Masculino). Em Março de 2006, é editado o primeiro dvd “ao vivo no S. Luiz” com o registo dos concertos que Camané realizou no Teatro Municipal S. Luiz durante a tour “Como Sempre...”

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