A Outra Banda da Lua

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A mandinga da música psicodélica popular e brasileira. A Outra Banda da Lua desponta no horizonte musical fazendo a maré encher. A primeira característica marcante desse fenômeno é a pluralidade de vozes e sonoridades que se fundiram pra fazer nascer um novo som – Gal Costa, Jorge Ben, Jorge Mautner, Raízes, Novos Baianos, Tom Zé e tantos outros artistas formam a constelação musical, o campo gravitacional em que a Outra Banda orbita. O fenômeno tem causado impacto por onde passa. Primeiro impacto: quem ocupa o front da Banda é uma mulher! Marina Sena, que há pouco tempo era a menina Marina, impressiona pela singularidade de seus vocais, marcados por um timbre único. Notas de pequi e buriti? Sim! E a gente adora. Impressiona também a velocidade da luz com que essa jovem cantora vem amadurecendo sua interpretação. Muito sabor! Na guitarra, na cítara e eventualmente em outras cordas, o veterano Edson Lima não deixa a gente esquecer que a Outra Banda é rock, é raiz e é do mundo. Na cozinha, a batera animada e sensível de Mateus Sizílio não deixa a peteca cair um segundo. Pra enriquecer as harmonias e ritmos, ainda tem o multi-instrumentista e prodígio André Oliva. Por último mas não menos importante, o caxias da banda, Matheus Bragança, salva um baixo absolutamente preciso e inspirado que segura a onda dessa explosão toda. Um ponto interessante e super digno de nota é que todos os membros do grupo contribuem com composições autorais, inclusive a vocalista Marina, e é importante dizer isto porque, sim, aqui tem protagonismo feminino. Aliás, há uma sintonia tão forte entre esses músicos que as várias composições autorais formam um microclima completo, e se não fosse a ficha técnica a gente poderia gastar um tempo discutindo de quem é tal música, tipo aquelas discussões – é Lennon ou é McCartney? Além disso, a maioria dos membros já tem estrada como produtores culturais e musicais, e isso se reflete na impregnação artística que está em todos os detalhes do que a banda faz: desde as timbragens até o visual, a presença de palco e o tipo de evento e acontecimento para o qual ela contribui. Olhando mais um pouquinho nessa luneta mágica a gente poderia observar que, vá lá, que Mutantes e Sá Rodrix e Guarabira influenciaram muita gente a gente sabe, mas o fato é que acompanhando o trânsito da Outra Banda a gente vê uma música muito brasileira que começa a cantar o século 21. Inclusive, deixa pra lá o rótulo de “regionalista”, aqui estamos no terreno da singularidade. Terreno recém-imantado. Aqui o sol queima, o rock estala e o swing embala. O singular quer refazer as conexões – de modo que essa música não se parece nem de longe com certo mainstream brasileiro, de composições tecnicamente impecáveis mas ainda assim tão previsíveis e bem comportadas! Também não se confunde com algumas novidades peculiares que estão por aí: não é o novo mangue beat (Siba/Karina Buhr), não é tilelê (Luiz Gabriel e Gustavito), não é black music pop (Liniker) – é um pouco disso e não é nada disso. É outra coisa, com linguagem e expressão próprias. Então, hora de expandir os horizontes – olha pro céu, meu amor, e dê um rolê na Outra Banda da Lua.

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