Bento XVI fala sobre idolatria

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Papa comenta o que está por trás desta falsa forma de vivenciar a religião:

A falsa forma de vivenciar a religião baseia-se na idolatria, na tentação de buscar a salvação por meio de bens materiais, do poder e do sucesso.

O ídolo nada mais é que uma obra nas mãos do homem, um produto dos desejos humanos, e impotente para superar a limitação da criatura. Ele tem sim, uma forma humana, com boca, olhos, orelhas e garganta, mas é inerte, sem vida, como uma estátua triste.

Portanto, o pano de fundo das idolatrias é o egoísmo, a busca do poder, do prazer, do sucesso e a busca do dinheiro, para que tais sensações aumentem, sem a preocupação com o bem dos outros. Ora, o cristianismo ensina que o próximo deve ser tratado com o mesmo carinho com que o Cristo nos tratou.

“Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos é a mim que o fizestes”. Assim,compreende-se que a busca de ídolos é uma total alienação da pessoa em relação aos seus reais objetivos. Nessa alienação e fuga talvez os cristãos tenham sua parte de culpa, por não terem sabido apresentar o cristianismo como a religião da vida, da alegria verdadeira, do amor.

Por se terem apresentado como pessoas tristes, fechadas, unicamente preocupadas em não pecar. Por terem seguido praticamente um outro ídolo, o farisaísmo, isto é, a preocupação com a observância das leis e da pureza interior e por terem esquecido a busca e o seguimento autênticos de Jesus Cristo.

O preço a pagar pela renúncia ao ídolo é enorme, porque implica vencer uma tendência coletiva, superior ao indivíduo e, muitas vezes, contra a pessoa de cada um. Portanto, a defesa da própria liberdade exige um preço muito alto. Mas é um preço ao qual cada um precisa se dispor.

Por Bento XVI

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