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Killing Joke

Rock

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foto de Killing Joke

A carreira dos Killing Joke começou como a de qualquer banda da época: casualmente. Paul Ferguson era baterista dos Matt Stagger Band quando encontrou Jaz Coleman, ex-teclista do mesmo grupo, por acidente, tempos depois. Juntos, resolveram formar uma banda com o Youth (baixista) e com Geordie (guitarrista). Nascia o Killing Joke. Em 1979 fundaram uma label própria, Malicious Damage, e em outubro do mesmo ano lançam o primeiro LP, Nervous System. Decidiram fazer um acordo com a Island Records para a distribuição, somente. "Usamos a Island para nos promovermos. Não demos os direitos da música e nem nada o que pediam. Apenas usamos a distribuição deles", gaba-se Coleman. Os Killing Joke usava uma mistura que começava a virar moda; um pós-punk mais chegado ao funk com uma bateria mais tribal e ao reggae. O compacto chamou a atenção do DJ John Peel, que começou a executar direto o compacto. Com um padrinho desses, só podia sair boa coisa e no ano seguinte assinam com a EG Records. Na nova casa, lançam o disco de estréia, que levava apenas o nome da banda. O disco de estréia é um achado. O grupo oferece visões de uma Europa violenta, falam de guerras, medo e outros temas comuns à época. O grupo se aproxima mais de uma linha pesada, principalmente ao vivo, onde mostravam toda a potência, liderados pelo carismático Jaz Coleman. Clássicos como "Requiem", "War Dance" e "The Wait", conseguem algum sucesso. Uma estréia mais do que promissora. A banda começa uma longa turnê pelo Reino Unido e a banda procura fugir de rótulos. "Não somos uma banda punk, ou heavy metal ou sei lá o que. Procuramos apenas nos divertirmos em cima do palco." falava Jaz. No ano seguinte, lançam o segundo LP, What's This For, reforçando ainda mais o culto. Fãs de todos os estilos se aproximam do grupo. "Follow the Leaders" é a melhor faixa do LP. O culto começa a crescer - e os fãs também - no terceiro disco, Revelations, com a produção do legendário Conny Plank, que havia trabalhado com Kraftwerk, Ultravox e Eurythmics. Essa é uma época estranha para a banda. O quarteto começa a angariar polêmicas a usar fotos com o Papa com os nazistas, a fazer discursos inflamados nos shows e na paixão de Coleman pela obra do bruxo Alester Crowley, sendo um devoto seguidor dele. Vale recordar que Jimmy Page, nos anos 70 era outro grande fã de Crowley. O ano de 1982 também marca a saída do baixista Youth, após um acontecimento, no mínimo bizarro. Após "receber um aviso" de que o Apocalipse estava perto, Jaz muda-se para a Islândia, junto com Georgie e Youth, onde trabalham com o grupo local Theyr. Meses depois, Youth vê que não havia Apocalipse algum e decide voltar para a Inglaterra, deixando o grupo. Tempos depois, fundaria o grupo Brilliant - do qual tenho alguns singles e um dia falarei - entrando Paul Raven em seu lugar. Em seguida, o próprio grupo retorna à Inglaterra. Com Fire Dances, o grupo começa uma nova direção musical. Jaz está mais contido nas interpretações, procurando cantar mais. O grupo busca um caminho menos radical. E esse caminho acontece no quinto disco, Night Time. Night Time foi uma surpresa para os fãs mais antigos. O grupo começou a flertar mais com a música comercial e produziu pérolas como "Love Like Blood", "Eighties" e a faixa-título. O disco fez até um relativo sucesso no Brasil, onde as três canções foram bem executadas nas FMs "alternativas" da época. O som fica mais próximo do The Cure, com Jaz mostrando ser um bom vocalista. O Killing Joke acha que "apelar" dessa maneira é uma boa saída, mas perde a mão no disco seguinte, Brighter Than a Thousand Suns. Embora continuem pesados ao vivo, criando uma massa sonora potente, o Joke prefere apostar em fórmulas estranhas para quem conhecia a banda anteriormente, também por pressão da EG, que pede discos mais acessíveis e uma continuação de Night Time. O disco até rende dois singles interessantes - "Adorations" e "Sanity", mas coloca o grupo em um dilema. A banda então continua sua incessante maratona de shows e as brigas internas começam a aumentar. Jaz começa a escrever algumas canções para o que seria sua estréia solo, junto com Georgie. A EG, porém queria lançar o disco com o nome do grupo. Como as canções não se encaixam no estilo de Raven e Ferguson, ambos são demitidos e em 1988 é lançado Outside the Gate, disco que divide os fãs até hoje. O disco conta com o baterista Jimmy Copley e com o percussionista Jeff Scantlebury. Coleman resolve explorar mais o seu lado musical como tecladista e leva o grupo em direção a um som mais eletrônico, arriscando até raps. Mesmo não sendo um sucesso, Jaz e Geordie resolvem continuar realizando shows e percebem que precisam de novos músicos. Chama o baterista Martin Atkins, ex-PiL. Para o baixo, a tarefa é mais inglória. O primeiro contratado (e demitido três dias depois), é o ex-Smith Andy Rourke. Acabam acertando com Dave "Taif" Ball. Tocam de dezembro de 1988 até agosto do ano seguinte por Europa e América, até estacionarem na Alemanha, onde pensam em novo disco. Ao mesmo tempo, Jaz grava o disco Songs From the Victorious City, com Anne Dudley, do Art of Noise. Mas os problemas retornam, assim como Paul Raven ao antigo posto de baixista. Voltam para Londres, onde gravam o pesadíssimo Extremities, Dirt & Various Repressed Emotions, em 1990. Uma nova turnê começa e quando tudo parece calmo, é Jaz que deixa o grupo para ir morar na Nova Zelândia! Geordie, Martin Atkins, Paul Ferguson, Paul Raven e o tecladista ohn Bechdel resolvem não parar e convidam o vocalista Chris Connelly e fazem uma excursão e um disco com o nome Murder, Inc. e lançam um disco com o mesmo nome, em 1992. Se você achava que tudo estava perdido, saiba que após o lançamento da coletânea Laugh? I Nearly Bought One!, Youth procura Geordie, volta ao grupo e lançam um novo disco, pelo selo do baixista, Butterfly Recordings, chamado Pandemonium e que aposta na simplicidade dos primeiros discos. Agora como um trio - Jaz, Geordie e Youth - o disco ganha elogios da crítica e dos fãs. O disco chega a ter um sucesso, "Millennium", que ficou no Top 30 britânico. Uma curiosidade: durante as gravações do disco, Jaz Coleman abre um processo de plágio contra o Nirvana, que tinha roubado o começo de "Eighties" em "Come As You Are". O processo é arquivado com a morte de Kurt Cobain. Em 1996 lançam Democracy, acrescidos do baterista Geoff Dugmore e o tecladista Nick Holywell-Walker e nessa época resolvem dar um tempo. Mas não desistem, e em 2002, o trio Coleman, Geordie e Youth lançam o bom Killing Joke com produção de Andy Gill, do Gang of Four. O disco recebe excelentes resenhas e a banda volta aos palcos tendo o baterista Ted Parsons (Prong) junto. A banda pega pesado nos temas, descendo a lenha nos EUA, especialmente na invasão do Iraque comandada por George W. Bush. Em 2007 boa parte do seu catálogo foi lançado em edição remasterizada, e após o inesperado falecimento de Paul Raven foi anunciado que o trio original se irira reunir para uma tour e para a gravação de um novo album, com lançamento previsto para 2009 -Discografia Compactos Turn To Red EP 10" (1979) Nervous System 7" 12" (1979) Wardance/P?yche 7" (1980) Requiem/Change 7" 12" (1980) Follow the Leaders/Tension 7" 10" (1981) Empire Song/Brilliant 7" (1982) Chop Chop/Good Samaritan 7" (1982) Birds of a Feather/Sun Goes Down/Flock the B side 7" 12" (1982) Let's All Go/Dominator 7" 12" (1983) Me or You/Wilful Days 7" 12" (1983) Eighties/Eighties Common Mix 7" 12" (1984) A New Day/Dance Day 7" 12" (1984) Love Like Blood/Blue Feather 7" 12" (1985) Kings & Queens/The Madding Crowd 7" 12" (1985) Adorations/Exile 7" 12" (1986) Sanity/Goodbye to the Village 7" 12" (1986) America/Jihad 7" 12" (1988) My Love of This Land/Darkness Before Dawn 7" 12" (1988) Money is Not Our God CDs 12" (1991) Change: The Youth Mixes CD (1992) Exorcism CDs 10" (1994) Millennium CDs 7" 12" (May 1994) Pandemonium CDs (July 1994) Pandemonium in Dub CDs (1994) Jana CDs ( 1995) Jana Live EP (1995) Jana/Millennium Double CDs (1995) Democracy CDs (1996) Democracy dif. Mix CDs (March 1996) Love Like Blood/Intellect (March 1998) Loose Cannon 12" CDs DVDs (2003) Seeing Red CDs (2003) Hosannas from the Basement of Hell/Afterburner/Universe B CDs (2006) Hosannas from the Basement of Hell/Afterburner (Alternate Vers.) Limited 7" (April 2006) Discos Killing Joke (1980) What's This For? (1981) Revelations (1982) Fire Dances (1983) Night Time (1985) Brighter Than A Thousand Suns (1986) Outside The Gate (1988) Extemities Dirt And Various Repressed Emotions (1990) Pandemonium (1994) Democracy (1996) Killing Joke (2002) Hosannas From The Basements Of Hell (2006) Singles em cassete Adorations (The Supernatural Mix)/Ecstasy/Exile/Love Like Blood (The ’86 Remix) (1986) Sanity/Sanity (Instrumental Mix)/Goodbye to the Village/Wardance (The Naval Mix) (1986) Change (Re-Evolution 23 Mix)/Change (Spiral Tribe Mix)/Requiem (Malicious Damage Mix)/Requiem (Acapella Dub) (1992) Millennium (Cybersank Edit)/Millennium (Cybersank Extended Remix) (1994) Pandemonium (Cybersank Edit)/Pandemonium (The Dragonfly Mix)/Pandemonium (Waxworth Industries Mix) (1994) Democracy (Album Mix)/Mass (1996) Discos ao vivo Ha! 10 inch live EP (1982) BBC In Concert (1995) No Way Out But Forward Go (2001) Coletâneas An Incomplete Collection 1980-1985 (1990) Laugh? I Nearly Bought One! (1992) Wilful Days (1995) Alchemy: The Remixes (Remix Album) (1996) Wardance (Remix Album) (1998) The Unperverted Pantomime? (2003) Chaos for Breakfast (2004) For Beginners (2004) Inside Extremities: Mixes, Rehearsals and Live (2007) Bootleg Vinyl Archive Vol. 1 (2007) Bootleg Vinyl Archive Vol. 2 (2007)

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