Padre Pio de Pietrelcina (Filme dublado)

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Padre Pio

Informações do filme:

Padre Pio é uma emocionante minisérie sobre a vida e obras do padre Francesco Forgione (1887 -1962), que, na vida religiosa, assumiu o nome de Pio de Pietrelcina e foi canonizado pelo papa João Paulo II, em 2002.

O filme acompanha a trajetória de fé dessa grande personalidade da Igreja Católica no século XX. Mostra sua trajetória na identificação com a pessoa de Jesus Cristo, as visões, os estigmas, sua dedicação aos necessitados, os inúmeros milagres e a fundação da Casa do Alívio do Sofrimento, o maior hospital do sul da Itália.

Filmado nos lugares em que o Padre Pio viveu, essa superprodução é uma obra edificante que não pode faltar na coleção das famílias cristãs.

Biografia de Padre Pio
Padre Pio nasceu em 25 de maio de 1887 na localidade de Pietrelcina, muito próxima à cidade de Benevento. Foi um dos sete filhos de Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio.

Segunda parte

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, que os via constantemente devido a tanta familiaridade. Ainda pequeno havia se tornado amigo do seu anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho. Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu anjo da guarda, estreitando assim a intimidade dos fiés para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.
Com quinze anos de idade entrou no noviciado em Morcone adotando o nome de “frei Pio”; concluído o ano de noviciado, formulou os votos simples em 1904; em 1907 formulou a profissão dos votos solenes. Frequentou estudos clássicos e filosofia. Foi ordenado padre em 10 de agosto de 1910 no Duomo de Benevento.
Aos casos mais urgentes e complicados o frade de Pitrelcina dizia: “Estes só Nossa Senhora”, tamanha era a sua confiança na sua maezinha do céu a quem ele tanto amava e queria obter suas virtudes.
Percebendo que a sua missão era de acolher em si o sofrimento do povo, recebe como confirmação do Cristo os sinais da Paixão em seu próprio corpo. Estava aí marcado em si mesmo a sua missão. Deus o queria para aliviar o sofrimento do seu povo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por este sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiés e libertá-los das garras do Demônio que era conhecido por ele como “barba azul”. Torturado, tentado e testado muitas vezes por este, sabia muito da sua astúcia no seu afã em desviar os filhos de Deus do caminho da fé.
Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de Construir um grande hospital, o tão conhecido “Casa Alívio do Sofrimento”, que viria a ser o referência em toda a Europa. Mesmo com o seu ministério sacerdotal vitimado por calúnias injustificáveis, não se arrefeceu o coração para com a Igreja por quem tinha grande apreço e admiração. Sabia muito bem distinguir de onde provinham as calúnias, sendo estas vindas por parte de alguns da Igreja, e não da Igreja mãe e mestra a quem ele tanto amava.
A pedido do Santo Padre, devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, cria os grupos de Oração, verdadeiras células catalizadoras do amor e da paz de Deus para serem dispenseiros de tais virtudes no mundo que sofria e angustiáva-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.
Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração celebra-se uma Missa nesta intenção. Seria esta Missa o caminho do seu Calvário definitivo, onde entregaria a alma e o corpo ao seu grande apaixonado; a última vez que os seus filhos espirituais veriam o padre a quem tanto amavam. Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a cruz do Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu. Morte suave de quem havia completado a missão, de quem agora retornaria ao seio do Pai em quem tanto confiou. Hoje são muitas as pessoas que se juntaram a fileira dos seus devotos e filhos espirituais em vários grupos de oração que se espalharam pelo mundo. É o próprio padre Pio que diz: “Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar”

A Sétima Profecia

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Ao redor do mundo os sinais do fim dos tempos, como está dito no Apocalipse, está mais claro e parece estar vindo com o surgimento de um andarilho misterioso. Padre Lucci (Peter Friedman), o emissário do Vaticano, tem a missão de investigar as ocorrências e as considera como fatos normais. Entretanto Abby Quinn (Demi Moore), uma jovem mulher americana, tem razão para temer que elas são reais, já que o desenrolar dos eventos pode significar desgraça para o filho dela, que ainda não nasceu. Abby está determinada em fazer qualquer coisa para evitar o fim do mundo, inclusive dar sua vida, pois este foi o desafio que lhe fez o andarilho.

Legenda: Embutida
Ano de Lançamento: 1988

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O Grande Silêncio – Ordem dos Cartuxos

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Um filme sobre a solidão e o silêncio numa comunidade invulgar que vive o tempo a outro ritmo, talvez mais em sintonia ou mais perto da essência divina… O GRANDE SILÊNCIO é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica na sua forma mais pura. A autorização para filmar o interior do convento pedida pelo realizador Philip Gröning, só lhe foi concedida 17 anos depois. Sem música à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios. É um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus.

Saiba mais:

É outro tempo que se respira e vive neste filme. “O Grande Silêncio” estreou entre nós, a 8 de Fevereiro, depois de lá fora acumular prêmios da crítica e reconhecimento do público. Mas não se pense que o realizador Philipe Gröning facilita: quase três horas de silêncios e murmúrios, uma banda sonora que se preenche com os gestos do quotidiano: lavar a louça, cortar lenha, tratar da horta, rapar o cabelo, talhar novos hábitos para os monges, tocar o sino. É assim a proposta deste cineasta alemão que, depois de esperar 16 anos para ali poder filmar, viveu seis meses entre a comunidade de monges da Cartuxa, do Mosteiro de La Grande Chartreuse, nos Alpes franceses, próximo de Grenoble, tida como a mais rigorosa das ordens monásticas católicas.

Viver em silêncio, rezar em silêncio, trabalhar em silêncio, falar em silêncio. Pequenos gestos. “Eis o silêncio: deixar que o Senhor pronuncie em nós uma palavra igual a Ele.” Gröning faz do cinema um convento, o olhar do espectador torna-se contemplação, como o monge que reza em silêncio, na sua cela solitária ou na floresta. A repetição, o ritmo, todos os gestos se dizem no tempo destes monges, que vivem noutro tempo, noutro ritmo, nos tempos de hoje. E o filme contempla este tempo, as estações a sucederem-se, os dias e as noites, as orações e os trabalhos.

Para filmar assim, os monges de Le Grande Chartreuse impuseram apenas quatro condições: as filmagens decorrerem sem luz artificial, sem música adicional, nem comentários. E a equipa reduzida ao próprio Gröning. Assim é: não há música, a não ser os cantos gregorianos que os frades cartuxos cantam; quando a noite cai, as orações ditas na escuridão iluminam-se com ténues velas; e quase não há palavras – apenas se escuta o rito de iniciação de dois noviços, uma leitura que acompanha a refeição comum aos domingos e dias santos (únicos dias em que se permite o passeio e conversas entre os irmãos) e, no fim, um frade cego que explica o sentido da sua vida, da vida da comunidade. “Quanto mais perto de Deus, mais feliz se é”, diz-nos. Ao fim de três horas, somos tentados a perscrutar estes silêncios, este tempo: “Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir.”

Mas a este ascetismo, traduzido num filme também ele asceta, o mundo espreita para lá dos muros – grupos de jovens que brincam nas redondezas, um carro que ilumina a noite. “Quem não renuncia a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo.” O sino repica. Solidão e silêncio.

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O Ritual

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Michael Kovak (Colin O’Donoghue) é um seminarista cético e decidido a abandonar seu caminho na Igreja Católica, mas seu superior o orienta a passar um período no Vaticano para estudar rituais de exorcismo. Uma vez lá, suas dúvidas e questionamentos só aumentam na medida em que seu contato com o Padre Lucas (Anthony Hopkins), um famoso jesuíta exorcista, o apresenta o lado mais obscuro da igreja. É quando ele conhece a jornalista Angeline (Alice Braga), que investiga as atividades do religioso, e as suas reflexões sobre a crença no diabo e em Deus não param de crescer.

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O Grande Milagre (Legendado)

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Por Cleiton Robsonn.

A animação El gran milagro (O grande milagre) é uma proposta interessante porque elucida parte a parte a Santa Missa, numa proposta envolvente que poderia atrair toda a família: desde a criança de cinco anos (afinal, é uma animação) aos mais velhos.

Todo o filme é baseado e feito a partir do Testemunho da Missionária Leiga do Coração Misericordioso de Jesus, Catalina Rivas, transcrito no livro “A Santa Missa“, que tem o “Imprima-se!” do Bispo Ordinário:

Imprimatur de Mons. José Oscar Barahona C., Bispo de San Vicente (El Salvador)

“Li atentamente o impresso A Santa Missa, Testemunho de Catalina, Missionária leiga do Coração Misericordioso de Jesus, e não encontro nele nada contrário à Sagrada Escritura nem à doutrina da Igreja; pelo contrário, creio sinceramente que é um testemunho de sublime ensinamento sobre o mistério da Santa Missa. Recomendo vivamente sua leitura e meditação a sacerdotes e leigos para uma melhor compreensão e vivência do Santo Sacrifício do Altar.”

San Vicente, 2 de março de 2004

Antes de falarmos do filme, é interessante termos em conta o posicionamento da Igreja quanto às “Aparições e Revelações Particulares“, contido no documento homônimo, quando se refere aos critérios de discernimento das mesmas:

“O conteúdo da aparição não pode contradizer nem à razão humana, por falso, maldoso ou imoral, nem à Revelação divina, aos dogmas e a doutrina magisterial da Igreja.” (Nº 2, b)


Analogamente, em 1996, o Serviço de Animação Mariana, de Anápolis-GO, lançou o livro do Padre Francisco Rudroff  “Santa missa Mistério da nossa fé – Meditações em Palavras e Imagem“, buscando aproximar-nos de tão grande Mistério, pelo que não se vê, com as belíssimas gravuras, uma forma atual de adentrar no conhecimento da “Beleza tão antiga e tão nova”, como dizia Santo Agostinho.

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Texto de Vinícius Farias, com adaptações; Originalmente postado em Projeções de Fé.

A história do filme trata de três pessoas, uma mãe viúva que tem de lidar com a árdua tarefa de criar o filho pequeno, um motorista que recebe a notícia da doença do filho e uma idosa cansada dependência no final da vida. As diferentes situações dos três personagens acabam convergindo na igreja que fica no centro da cidade. A ajuda surge de onde menos essas três pessoas esperam: do menino do sinal de trânsito, de um adolescente que esquece da vida no ônibus ou de um faxineiro de igreja. A ajuda prestada a essas três pessoas que sofrem poderia ser resumida na frase: “às vezes a dor tem que ser compartilhada para ser compreendida”. Possivelmente para mostrar que Deus está à nossa espera, em qualquer paróquia vivo e real na eucaristia, ainda que nem sempre enxerguemos bem essa verdade.

Na verdade, o menino do sinal, o adolescente e o faxineiro são anjos disfarçados que encaminham sutilmente os três para a igreja no centro da cidade. Lá, por uma graça extraordinária, os três conseguem ver a Missa de uma forma mística. Eles passam a ver demônios que surgem de todos os cantos para distraírem ou incitarem os fiéis a pecar, anjos que defendem aqueles que estão atentos e em oração, a Virgem Maria que aparece para consolar as dores de um dos personagens, os anjos que levam as petições e oferendas a Deus durante o ofertório, as almas dos bem-aventurados e a das almas do purgatório, etc.

O filme é uma forma “plástica”, como dizem alguns liturgistas, de esclarecer que as partes da Missa que vemos fisicamente são ínfimas em relação ao todo. Logo que assisti ao filme, lembrei-me das visões místicas do padre alemão João Batista Reus, que via o rosto de Cristo na hóstia, chamas saírem de suas mãos ao abençoar os fiéis, anjos e santos cantando e adorando a Deus no momento da consagração, etc. Outros santos também já tiveram esse tipo de visão durante o culto eucarístico e isso nos faz pensar que é um filme extremamente real do ponto de vista da experiência dos santos.

Com a intenção de fomentar a consciente, boa e frutuosa participação da Santa Missa é que o  recomendamos. Afinal, é bem feito, o roteiro não é ingênuo, leva-nos realmente a amar mais a missa e a confiar mais em Deus. Dentre as cenas, porém, devemos alertar que há uma que explica-se pelo contexto da graça extraordinária, mas que poderia tranquilamente ser retirada para evitar confusões. Nessa cena, o falecido marido da viúva aparece e dialoga com ela para dizer que sempre estará ao lado dela e do filho. Nos comentários do Youtube alguém já reclamou abertamente: “espiritismo é pecado […]”.

A cultura espírita talvez não seja tão forte no México (onde o filme foi produzido), quanto aqui no Brasil. Vemos gente morta voltando à vida diariamente nas novelas como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não se esperaria um endossamento por parte da Igreja, que condena tal prática, com firmeza. No entanto, como dissemos, pelo contexto extraordinário das visões que os personagens têm e somente nesse contexto, por uma graça também extraordinária, por que Deus não permitiria que a alma bem-aventurada consolasse a viúva? Sim, a cena é desnecessária e o filme passaria tranquilo sem ela. Porém, ao invés de incentivar uma prática herética como o espiritismo, o filme quer mostrar que, diante dos propósitos de Deus, nada é impossível, a começar pelas visões da Missa que os personagens tiveram.

A mensagem que fica, é, sem dúvida, a de que a Missa é um mistério que transcende em muito nosso entendimento. É um convite a ir além, a não contemplar esse mistério de longe, com estranhamento, mas entrar nele e adorar a Deus de forma mais intensa – “em espírito e em verdade” (Jo 4).

Ficha Técnica:

Produtora e Diretor: 
Dos Corazones, S.A de C.V | Bruce Morris
Ano: 2011
País: México
Duração: 70 min
Música: Mark Mckenzie
Gênero: Ficção/Drama/Animação
Idiomas: Espanhol, Inglês e Polonês
Estúdio de Animação: Imagica Film, México

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O Exorcista (1973)

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O Exorcista é um filme estadunidense de 1973, do gênero terror, realizado por William Friedkin. O roteiro é de William Peter Blatty, baseado em livro homônimo de sua autoria. O filme aborda a possessão demoníaca de uma garota de 12 anos pelo demônio Pazuzu. O livro de Blatty teve inspiração em um exorcismo de um garoto de 14 anos de idade documentado em 1949.

O filme tornou-se um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos, arrecadando o equivalente a U$ 441.306.145,00 em todo o mundo. O Exorcista estreou dia 26 de dezembro de 1973 nos Estados Unidos e foi distribuído pela Warner Bros.


Assista:

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São Maximiliano Maria Kolbe (FILME)

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“Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”

Maksymilian Maria Kolbe (8 de Janeiro de 1894 – 14 de Agosto de 1941), nascido em Zdunska Wola , como Rajmund Kolbe, foi um frade franciscano da Polónia que se voluntariou para morrer de fome em lugar de um pai de família no campo de concentração nazi de Auschwitz, como castigo pela fuga de um prisioneiro. É venerado pela Igreja.
Filho de uma família de operários profundamente religiosos, que lhe deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de fé e acolhida da vontade de Deus.
Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores Conventuais e, emitindo sua profissão religiosa, recebeu o nome de Maximiliano Maria. Concluindo os estudos preliminares, foi enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia.

Em 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. A milícia seria uma ferramenta nas mãos da Medianeira Imaculada para a conversão e santificação de muitos. No ano seguinte, 1918, foi ordenado sacerdote e voltou à sua pátria, onde foi designado para lecionar no Seminário Franciscano, em Cracóvia. Então , organizou o primeiro grupo da milícia fora da Itália.

Durante a Segunda Guerra Mundial deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestap e transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro #16670.
Em Julho de 1941, um homem do bunker de Kolbe foge e como represália, os nazis enviam para uma cela isolada 10 outros prisioneiros para morrer de fome e sede (o prisioneiro fugitivo é mais tarde encontrado morto, afogado numa latrina).
Um dos dez lamenta-se pela família que deixa, dizendo que tinha mulher e filhos, e Kolbe pede para tomar o seu lugar. O pedido é aceite.
Na realidade, o Padre Kolbe aceitava o martírio para praticar heroicamente seu múnus sacerdotal, dando assistência religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres condenados. Duas semanas depois, só quatro dos dez homens sobrevivem, incluindo Kolbe. Os nazis decidem então executá-los com uma injeção de ácido carbólico.
O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.
Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI.
Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, homem cujo lugar tomou e que sobreviveu aos horrores de Auschwitz, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade.
Em Julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe em frente à Abadia de Westminster em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.
Quer saber mais sobre a vida deste mártir da caridade, faça o download do filme.

Wikipédia:

São Maximiliano Kolbe, O.F.M.Conv

Maximiliano Maria Kolbe, 1939

Frade, Mártir e Fundador da
“Milícia da Imaculada”
Nascimento 8 de Janeiro de 1894 em Zduńska Wola, Polônia
Morte 14 de Agosto de 1941 (47 anos) em No campo de concentração de Auschwitz, Polônia
Veneração por Igreja Católica, Igreja Luterana
Beatificação 17 de Outubro de 1971, Basílica de São Pedro, Roma por Papa Paulo VI
Canonização 10 de Outubro de 1982, Roma por Papa João Paulo II
Principal templo Basílica da Imaculada Mediatriz da Graça, Niepokalanów, Polônia
Festa litúrgica 14 de Agosto
Padroeiro trabalhadores com electricidade, toxicodependentes, família, rádio amador e esperantistas
Portal dos Santos

São Maximiliano Maria Kolbe nascido Rajmund Kolbe, O.F.M. Conv. (Zduńska Wola (Polónia), 8 de Janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de Agosto de 1941), foi um frade missionário franciscano da Polónia que se voluntariou para morrer de fome em lugar de um pai de família no campo de concentração nazi de Auschwitz, como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.

Podemos pensar dele como uma figura-símbolo no panorama do século XX. O próprio Santo Padre, em numerosos pronunciamentos, chama-o de “Santo do nosso século difícil” .
Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 10 de Outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, o homem cujo lugar tomou e que sobreviveu aos horrores de Auschwitz.

Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da acção cristã, pelo seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa. É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos .

Em Julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe em frente à Abadia de Westminster em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.

Biografia

Franciscano conventual desde 1907, ensinou teologia em Cracóvia.
Estando em Roma, num período que se faziam sentir grandes hostilidade contra Igreja e ao Papa por parte da maçonaria, em 16 de Outubro de 1917, cria conjuntamente com seis seus irmãos franciscanos a Milícia da Imaculada (M.I.). Fundando depois um espaço que se chamou a “Cidade da Imaculada” e que abrigava 672 religiosos.

Ao se deslocar como missionário para Nagasaki, fundou aí uma segunda Cidade da Imaculada e aí instalou uma tipografia católica e editou a revista mariana “Cavaleiro da Imaculada” ou a “Revista Azul”, impresso em japonês, destinada aos operários e camponeses, que alcançou, em 1938,
a tiragem de um milhão de exemplares. Chegou a instalar uma emissora de
rádio e a estender suas atividades apostólicas até o Japão: entre 1930 e 1936.

Regressado à Polónia, durante a Segunda Guerra Mundial, deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus.

Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestapo,
já que os nazistas temiam a sua influência pessoal e daquela que a
revista e publicações marianas exerciam, dirigidas por ele. É condenado a
trabalhos forçados e transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro #16670.

Em Julho de 1941,
um homem do campo do mesmo bloco de Kolbe foge e como represália, os
nazistas escolhem 10 outros prisioneiros para morrer de fome e sede no bunker (o prisioneiro fugitivo é mais tarde encontrado morto, afogado numa latrina). Um dos dez, Franciszek Gajowniczek,
lamenta-se pela família que deixa dizendo que tinha mulher e filhos, e
Kolbe pede para tomar o seu lugar. O pedido é aceite. Na realidade, o
Padre Kolbe aceitava o martírio
para praticar heroicamente seu múnus sacerdotal, dando assistência
religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres condenados.
Duas semanas depois, só quatro dos dez homens sobrevivem, incluindo
Kolbe. Os nazis decidem então executá-los com uma injecção de ácido carbólico.

Milícia da Imaculada

A Milícia da Imaculada é também chamada de “Exército da Imaculada” é uma associação destinada ao apostolado católico e mariano, que tem como ideal: “Conquistar o mundo inteiro a Cristo através da Imaculada”.
As palavras exactas de Frei Maximilian Kolbe foram: “Fazer tudo o que puder para a conversão dos pecadores, hereges, cismáticos e assim por diante, acima de tudo os maçons, e para a santificação de todas as pessoas, sob o patrocínio da Santíssima Virgem Maria , a Medianeira Imaculada.”
Em 1996, fruto da sua expansão, cria a Rede Milícia Sat que se torna maior rede de rádio do Brasil com alcance a outros países da América Latina e do Norte, Europa e Continente africano.

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Filme “Noah (Noé)”: o show de cabala e gnosticismo que quase ninguém percebeu Assista e comprove!

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Todos os acréscimos bizarros à história vão fazer muito mais sentido agora…

Em “Noé”, a nova e épica produção cinematográfica de Darren Aronofsky, Adão e Eva são apresentados como seres luminescentes e descarnados até o momento em que comem do fruto proibido.

Esta versão não é a da Bíblia, é claro. E, em meio a muitas outras licenças imaginativas de Aronofsky, como os monstros gigantes de lava, essa imagem levou muitos críticos de cinema a coçarem a cabeça. Evangélicos conservadores se queixaram de que o filme toma muitas liberdades com o texto do Gênesis. Grupos mais liberais concederam suas indulgências ao diretor: afinal de contas, não devemos esperar que um ateu professo tenha as mesmas ideias de um crente a respeito dos textos sagrados.

O caso é que os dois grupos se perderam na avaliação.

Aronofsky não tomou liberdade alguma com o texto bíblico.

filme simplesmente não foi baseado na Bíblia.

Aliás, em defesa do diretor, devemos reconhecer que o filme nem sequer foi anunciado como se fosse. “Noé” não é uma adaptação doGênesis. O filme nunca foi anunciado como “Noé da Bíblia” ou como “A História Bíblica de Noé”. Os escombros da cristandade continuam quentes o suficiente em nossos dias para que, quando alguém diz que vai fazer “Noé”, todo o mundo já presuma que vai ser uma versão da história da Bíblia. Eu tenho certeza de que Aronofsky ficou muito feliz em deixar seu estúdio pressupor isso mesmo, porque se o estúdio soubesse o que ele realmente pretendia, nunca teria permitido que ele fizesse o filme. Aronofsky tinha outras coisas em mente.

Vamos voltar à versão luminescente dos nossos primeiros pais. Eu reconheci o “motif” instantaneamente: é uma visão típica da antiga religião gnóstica. Eis uma descrição, do século II d.C., de algo em que a seita dos chamados ofitas acreditava:

“Adão e Eva, originalmente, possuíam corpos sutis, luminosos e, por assim dizer, espirituais. Mas, quando chegaram aqui, seus corpos se tornaram escuros, pesados e desidiosos” (descrito por Irineu de Lyon, em Contra Heresias, I, 30,9).

Ocorreu-me que uma tradição mística mais estreitamente relacionada com o judaísmo, chamada cabala (que a cantora Madonna popularizou há cerca de uma década), teria certamente conservado uma visão semelhante, já que ela é, essencialmente, uma forma de gnosticismo judaico. Eu sacudi o pó do meu exemplar da obra “The Kabbalah”, escrita no século XIX por Adolphe Franck, e confirmei rapidamente as minhas suspeitas:

“Antes de serem seduzidos pela sutileza da serpente, Adão e Eva não apenas eram isentos da necessidade de um corpo, mas sequer tinham corpo; ou seja, eles não eram da terra”.

Franck cita o Zohar, um dos textos sagrados da cabala:

“Quando nosso pai Adão habitava o Jardim do Éden, ele vestia, como todos no céu, uma roupa feita de luz superior. Quando foi expulso do Jardim do Éden e obrigado a submeter-se às necessidades deste mundo, o que aconteceu? Deus, dizem as Escrituras, fez para Adão e para a sua esposa túnicas de pele e os vestiu; antes disso, eles vestiam túnicas de luz, da luz mais alta que havia no Éden…”.

Isso é uma coisa obscura, eu sei. Mas a curiosidade tomou conta de mim e eu fui a fundo.

Descobri que o primeiro longa de Darren Aronofsky foi “Pi” (de 1998; não confundir com “Life of Pi”, que não tem nada a ver com isso).

Quer saber qual era o assunto? Tem certeza?

Cabala.

Consegui chamar a sua atenção? Ótimo.

O universo do “Noé” de Aronofsky é completamente gnóstico: um universo com graus “superiores” e “inferiores”. O “espiritual” é bom, e muito, muito, muito elevado: é lá onde mora o deus inefável; e o “material” é ruim, e muito, muito, muito inferior: é aqui, onde os nossos espíritos estão presos em carne material. Isto vale não apenas para os filhos e filhas decaídos de Adão e Eva, mas também para os anjos caídos, descritos explicitamente como espíritos aprisionados em “corpos” materiais feitos de lava derretida resfriada.

O filme criou personagens muito bacanas, mas a sua evocação gnóstica também é notória. Os gnósticos os chamam de arcontes, seres divinos ou angelicais de menor escalão, que ajudam “O Criador” na formação do universo visível. E a cabala tem um panteão todo próprio de seres angelicais que sobem e descem pela “escada do ser divino”. E anjos caídos nunca são totalmente caídos nesse tipo de misticismo. Para citar de novo o Zohar, um texto central da cabala: “Todas as coisas de que este mundo é composto, tanto o espírito quanto o corpo, voltarão ao princípio e à raiz de onde vieram”. Engraçado: é exatamente o que acontece com os monstros de lava de Aronofsky. Eles se redimem, mudam até de pele e voam de volta para os céus. Aliás, eu notei que, no filme, quando a família de Noé vai caminhando por uma terra desolada, Sem pergunta ao pai: “Esta é uma mina Zohar?”. Pois é: o nome do texto sagrado da cabala.

O

filme inteiro é, figurativamente, uma mina Zohar.

E, se havia alguma dúvida sobre os “Vigilantes”, Aronofsky dá nome a vários deles: Samyaza, Magog e Ramil. Todos são demônios conhecidos da tradição mística judaica, não só da cabala, mas também do livro de Enoc.

O quê? Demônios redimidos? Adolphe Franck explica a cosmologia da cabala: “Nada é absolutamente mau; nada é maldito para sempre, nem mesmo o arcanjo do mal ou, como ele é chamado às vezes, a fera venenosa. Chegará um tempo em que até ele recuperará o seu nome e a sua natureza angelical”.

Sim, isso é estranho, mas, por outro lado, todo mundo no filme parece adorar “O Criador”, certo? E isso é um ponto a favor do filme, não é?

Não.

Acontece que, quando os gnósticos falam do “Criador”, eles não estão falando de Deus. Aqui, em nosso mundo que colhe os frutos da cristandade, o termo “Criador” geralmente denota o Deus vivo e verdadeiro. Mas, no gnosticismo, o “Criador” do mundo material é um filho bastardo de uma divindade de baixo nível, ignorante, arrogante, ciumento, exclusivista, violento e rasteiro. Ele é o responsável pela criação do mundo “não espiritual”, de carne e matéria, e ele mesmo é tão ignorante do mundo espiritual que se imagina como o “único Deus” e exige obediência absoluta. Os gnósticos geralmente o chamam de “Javé”. Ou de outros nomes, como Ialdabaoth, por exemplo.

Este “Criador” tenta manter Adão e Eva longe do verdadeiro conhecimento do divino e, quando eles desobedecem, fica furioso e os escorraça do paraíso.

Em outras palavras, caso você tenha se perdido no enredo: a serpente estava certa o tempo todo. Esse “deus”, “O Criador”, a quem eles adoram, está retendo para si algo que a serpente poderia lhes proporcionar: nada menos que a própria divindade.

O universo do misticismo gnóstico tem uma desconcertante infinidade de variedades. Mas, em geral, elas têm em comum o fato de chamar a serpente de “Sophia” [Sabedoria, em grego] ou “Mãe”. A serpente representa o divino verdadeiro. As declarações do “Criador” é que são falsas.

Então a serpente é um personagem importante no filme?

Vamos voltar ao filme. A ação começa quando Lamec está prestes a abençoar seu filho, Noé. Lamec, de modo muito estranho para um patriarca de uma família que segue a Deus, puxa uma relíquia sagrada, a pele da serpente do Jardim do Éden. Ele a enrola no braço e estende a mão para tocar no seu filho; neste momento, um bando de saqueadores interrompe a cerimônia. Lamec é morto e o “vilão” do filme, Tubal-Caim, rouba a pele da serpente. Noé, em resumo, não recebeu o suposto benefício que a pele da serpente lhe concederia.

A pele não se acende magicamente no braço de Tubal-Caim: aparentemente, ele também não fica “iluminado”. E é por isso que todo mundo no filme, incluindo o protagonista Noé e o antagonista Tubal-Caim, adora “O Criador”. Todos eles estão enganados.

Vou esclarecer uma coisa: muitos críticos manifestaram perplexidade ao ver que não há nenhum personagem “apreciável” no filme e que, de quebra, todos parecem adorar o mesmo Deus. Tubal-Caim e seu clã são maus e do mal, mas o próprio Noé também se mostra muito mau quando abandona a namorada de Ham e quase mata duas crianças recém-nascidas. Alguns acharam que esta passagem era uma espécie de profunda reflexão sobre o mal que existe em todos nós. Mas aqui vai outro trecho do Zohar, o texto sagrado da cabala:

“Dois seres [Adão e Nachash, a serpente] tiveram relações com Eva [a segunda mulher] e ela concebeu de ambos e deu à luz dois filhos. Cada um seguiu um dos progenitores masculinos e seus espíritos se separaram, um para um lado, o outro para o outro, assim como, similarmente, seus caráteres. No lado de Caim estão os da espécie do mal; no de Abel, uma classe mais misericordiosa, mas não ainda totalmente benéfica: são vinho bom misturado com vinho ruim”.

Soa familiar?

De qualquer forma, todo mundo está adorando a “divindade do mal”, que quer destruir a todos (na cabala, diga-se de passagem, acredita-se que muitos mundos já foram criados e destruídos). Tanto Tubal-Caim quanto Noé têm cenas idênticas, olhando para o céu e perguntando: “Por que não falas comigo?”. “O Criador” abandonou a todos porque tem a intenção de matar a todos.

Noé tinha tido uma visão da vinda do

dilúvio. Ele está se afogando, mas vê animais que flutuam na superfície, na segurança da arca. Não há nenhuma indicação de que Noé se salvará. Ele não sabe como explicar as coisas para a sua família: afinal, ele está afundando enquanto os animais, “os inocentes”, se salvam. “O Criador”, que proporciona essa visão a Noé, quer que todos os seres humanos morram.

Muitas resenhas críticas estranharam a mudança de Noé, que, na arca, se torna um maníaco homicida querendo matar as duas netas recém-nascidas. Não há nada de estranho nisso. Na opinião do diretor, Noé está adorando um deus falso que também é um maníaco homicida. Quanto mais Noé se torna fiel a esse deus, mais ele se torna homicida. Ele vai se transformando cada vez mais em “imagem do deus”, a mesma “imagem do deus” constantemente mencionada (e encarnada) pelo vilão Tubal-Caim.

Mas Noé decepciona “O Criador”. Ele não acaba com todas as vidas, do jeito que seu deus quer que ele faça. “Quando eu olhei para aquelas duas meninas, meu coração se encheu somente de amor”, diz ele. Agora Noé tem algo que “O Criador” não tem: amor. E misericórdia. Mas de onde ele tirou isso? E por que agora?

Na cena imediatamente anterior, Noé matou Tubal-Caim e recuperou a relíquia da pele de cobra: “Sophia”, a “Sabedoria”, a verdadeira luz do divino. Apenas uma coincidência, claro…

Bom, estou quase terminando.

Falemos do arco-íris. Ele não aparece no final só porque Deus faz uma aliança com Noé. O arco-íris aparece quando Noé fica sóbrio e abraça a serpente. Ele enrola a pele em volta do braço e abençoa a família. Não é Deus que os encarrega de se multiplicar e encher a terra, mas sim Noé, em primeira pessoa, usando o talismã-serpente (a propósito, não é casual que os arco-íris sejam todos circulares. O círculo do “Um”, o Ein Sof, na cabala, é o sinal do monismo).

Observe esta mudança: Noé estava bêbado na cena anterior. Agora ele já está sóbrio e “iluminado”. Um cineasta nunca monta uma sequência dessas por acidente.

Noé transcendeu e superou aquela divindade ciumenta e homicida.

Faço algumas advertências depois de tudo isso.

Primeiro, a especulação gnóstica tem várias perspectivas. Alguns grupos se mostram radicalmente “dualistas”, com “O Criador” sendo de fato um “deus” completamente diferente. Outros são mais “monistas”, com Deus existindo em uma série de emanações descendentes. Outros, ainda, consideram que a divindade inferior pode “crescer”, “amadurecer” e ascender na “escala” do ser, rumo a maiores alturas. Noé, provavelmente, se encaixa um pouco em cada categoria. É difícil dizer.

Minha outra advertência é esta: há uma tonelada de imagens, citações e temas da cabala neste filme e eu não conseguiria citar todas elas neste único texto. Por exemplo: a cabala geralmente se baseia em letras e números hebraicos; os “Vigilantes” pareciam ter, deliberadamente, a forma de letras hebraicas.

Eu não veria este filme de novo para escavar detalhadamente todas essas referências, nem sequer se você me pagasse (até porque, de um mero ponto de vista cinematográfico, achei a maior parte do filme insuportavelmente chata).

O que posso dizer, tendo visto a produção somente uma vez, é o seguinte:

Darren Aronofsky produziu uma releitura da história de

Noé sem embasamento algum na Bíblia. É uma releitura totalmente pagã da história de Noé, baseada em fontes gnósticas e da cabala. Para mim, não resta simplesmente nenhuma dúvida sobre isso.

Agora deixem-me dizer qual é o verdadeiro escândalo em tudo isso.

Não é o fato de que o filme foge à versão bíblica. Não é o fato de que os críticos cristãos, decepcionados, tinham expectativas altas demais.

O escândalo é este: de todos os líderes cristãos que fizeram um grande esforço para endossar este filme (pelo motivo que fosse: “porque é um início de diálogo”, “porque Hollywood está pelo menos fazendo alguma coisa ligada à Bíblia”, etc.) e de todos os líderes cristãos que o condenaram por “não seguir a Bíblia”, nenhum conseguiu identificar uma subversão flagrantemente gnóstica da história bíblica, por mais que ela estivesse bem debaixo dos seus narizes.

Eu acho que Aronofsky se propôs a experiência de nos fazer de bobos: “Vocês são tão ignorantes que eu sou capaz de colocar Noé (Russell Crowe!) nas telas e retratá-lo literalmente como a ‘semente da serpente’ e, mesmo assim, todos vocês vão assistir e apoiar”.

Aronofsky está dando risada. E todos os que caíram no trote deveriam se envergonhar.

E olhem que foi uma experiência gnóstica impressionante! No gnosticismo, somente a “elite” possui “o saber” e o conhecimento secreto. Todo o resto das pessoas é um bando de ingênuos e tolos ignorantes. O “grande evento” deste filme é ilustrar esta premissa gnóstica: nós, “o resto”, somos ingênuos e tolos.

Será que a cristandade poderia acordar, por favor?

Em resposta, eu tenho uma sugestão simples:

De hoje em diante, nenhum seminarista deveria avançar de etapa se não demonstrasse que leu, digeriu e entendeu o texto “Contra Heresias”, de Irineu de Lyon.

Afinal de contas, estamos novamente no século II d.C.

Post scriptum:

Alguns leitores podem achar que eu estou sendo duro demais com as pessoas porque elas não perceberam o gnosticismo no coração deste filme. Eu não espero que os espectadores em geral percebam essas coisas. O que eu esperava deles, aliás, era exatamente o que vimos: uma confusão de coçar a cabeça. Mas espero, sim, uma reação muito diferente dos líderes cristãos: professores de seminários e de universidades, párocos, doutores. Se uma pele de serpente enrolada no braço de um personagem bíblico não dispara nenhum alarme diante deles… eu não sei nem o que dizer.

Noah é filme épico bíblico a ser lançado em 2014. Será dirigido por Darren Aronofsky e roteirizado por Aronofsky e John Logan, sendo estrelado por Russell Crowe, Anthony Hopkins, Jennifer Connelly, Douglas Booth, Logan Lerman, Emma Watson e Ray Winstone.

Sinopse

Sujeito a visões divinas predizendo o fim do mundo, Noé tenta dizer ao seu povo a cessar seus maus tratos sobre a terra, a fim de ser salvo. Ninguém ouve os seus avisos, e Noé e sua família são lançados à própria sorte no deserto. Noé se aproxima de uma corrida de seis anjos armados gigante conhecidos como o “Vigias” para atraí-los para a sua causa.

Elenco

Russell Crowe como Noé
Jennifer Connelly como Noéma, a esposa de Noé
Anthony Hopkins como Matusalém, avô de Noé
Emma Watson como Ila, filha adotiva de Noé
Logan Lerman como Cam, filho de Noé
Douglas Booth como Sem, filho de Noé

Kevin Durand como Ogue
Dakota Goyo como o jovem Noé
Ray Winstone como Tubalcaim, inimigo de Noé
Marton Csokas como Lameque

Madison Davenport como Na’el, a esposa de Cam
Mark Margolis como Shemihazah, uma anjo caído
Ariane Rinehart como Eva

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Filme: Santo Antônio de Pádua (Legendado)

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Santo Antônio é o primeiro filme realizado sobre a vida de um dos nomes mais populares da Cristandade.
Uma superprodução filmada em Pádua, Assis e outras belíssimas locações. Nascido numa família nobre portuguesa, Antônio desafiou o pai, ao se negar a participar das cruzadas contra os mouros. Converteu-se ao Catolicismo em 1220, abdicando de toda sua riqueza para viver como um frade franciscano. Esta produção mostra as passagens mais importantes de sua vida: seu encontro com São Francisco, sua viagem ao Marrocos, os milagres e, sobretudo, sua pregação da Palavra de Deus. Um programa recomendado para todas as famílias cristãs.

Filme: Santo Antônio – Guerreiro de Deus (2006)

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Na Basílica de Pádua um monge se ajoelha e chora, diante de um túmulo simplório. Trata-se de Folco (Paolo De Vita), ex-criminoso que foi enviado por seus chefes para encontrar e ameaçar a vida de Santo Antonio (Jordi Mollà).

Sinopse: Santo Antonio era um jovem nobre que desfrutava de todos os prazeres e privilégios de sua poderosa família medieval, mas para a surpresa de seus companheiros, um dia decide sair às ruas de sua cidade. Ele estava determinado a obedecer a uma misteriosa voz interior. Enxergando extrema miséria, doenças e crueldade em todo lugar, Antonio foi tomado por uma compaixão sem limites. Seguindo os passos de São Francisco de Assis, ele faz votos de pobreza e castidade para dedicar toda sua vasta cultura, seu brilho, sua educação refinada à defesa dos fracos e oprimidos. Este santo revolucionário ousou desafiar as mais altas esferas da sociedade, o governo e até a Igreja, quando esta era corrupta e explorava o povo.

Hospedagem: File4go
Duração: 98 minutos
Tamanho: 285.6 MB
Formato: RMVB
Idioma: Português
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